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Academia Brasileira de História e Literatura - ABHL
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Artigos e Produções Acadêmicas


Samurais e Cavaleiros Medievais: Vínculos e Sanções
Por Leôncio de Aguiar A história comparada é sempre um bom modo de nos situarmos no tempo e no espaço, em relação à sequência cronológica dos acontecimentos. E isso vale, também, ao levarmos em conta os valores e códigos dos samurais e cavaleiros medievais. Cabe afirmar que os integrantes de ambas as instituições coexistiram, temporal mas não territorialmente, na maior parte da Baixa Idade Média. Os samurais surgiram como cobradores de tributos do Império japonês, por volta d
3 min de leitura


A LEITORA DO TEMPO: Le Petit Journal — O último adeus a Dom Pedro II em Paris (1891)
Por Anapuena Havena Rio de Janeiro, 12 de fevereiro de 1892. Era final do dia. A casa já se recolhia em seu silêncio, mas minha mente permanecia inquieta. Na cama, parei um instante para acalmar os meus pensamentos. Meu olhar atravessou a janela de vidro e pousou na lua, que naquela noite parecia pálida e triste. A voz do meu marido me trouxe de volta ao recinto: — Aconteceu algo, querida? Parece preocupada — perguntou, acomodando-se ao meu lado. — Recebi hoje uma carta
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A LEITORA DO TEMPO: "Missa do Galo"
Por Anapuena Havena Rio de Janeiro, 13 de maio de 1894. Quando meus olhos finalmente se dignaram a abrir naquela manhã, percebi que já era dia, e pela intensidade da luz que entrava pelas frestas da janela do quarto, aquela era uma hora avançada. Levantei-me da cama ainda desejando nela permanecer, mas os compromissos diários irrompiam em minha mente e forçaram-me a deixar o leito. Escolhi o vestido para o dia. Sentei-me diante da penteadeira para melhorar a minha aparência
12 min de leitura


A Espetacular História das Invasões Neerlandesas no Nordeste do Hoje Brasil
Por Leôncio de Aguiar A reconquista da Bahia de Todos os Santos , Frei Juan Bautista Maíno (1635) - Museo del Prado. O Brasil e suas batalhas. Um dos países que esteve sob o domínio de vários impérios durante a História Moderna, até se constituir, fisicamente, num dos mais vastos territórios do planeta, que, com orgulho, possuímos. E as batalhas de que hoje falo são as invasões neerlandesas, ocorridas durante nosso domínio pela monarquia hispano-portuguesa. Em 1580 houv
3 min de leitura


Marquês de Tamandaré, o Velho Marinheiro
Por Anapuena Havena Hoje, 13 de dezembro, o calendário nos lembra o Dia do Marinheiro, data escolhida por ser o dia em que também lembramos o nascimento de Tamandaré. Datas oficiais carregam o risco de nos fazer esquecer o lado humano dos heróis, transformando homens em bustos de bronze. Como costumo dizer: é preciso conhecer a alma por trás de toda história. E é exatamente por isso que não me limitarei a apresentar o Almirante Tamandaré apenas como Patrono da Marinha, pois d
6 min de leitura


Conversas Silenciosas
Por Anapuena Havena Dizem que a vida intelectual é um processo solitário, e disso discordo completamente. Ontem mesmo, enquanto me preparava para a produção de um artigo, tive a imensa alegria de desfrutar da companhia de Pedro Calmon, Heitor Lyra e do Barão do Rio Branco. Foi uma conversa muito interessante com esses grandes nomes da História do Brasil, e cada um deles, à sua maneira, apresentou suas considerações sobre o tema que eu estava estudando. Escutei-os atentamente
3 min de leitura


A Arte de Pedro Américo
Por Leôncio de Aguiar Vasconcellos Filho -– Membro Acadêmico da ABHL Pintura A Batalha do Avaí , de Pedro Américo, em exposição no Museu Nacional de Belas Artes. Desde muito cedo este acadêmico foi posto em contato com as artes. A primeira lembrança data de muito cedo: foi no Museu Nacional de Belas Artes, na década de 1980 (depois, houve um pessoal retorno em 2002). O quadro mais marcante foi "A Batalha do Avaí", expositor de uma das mais emblemáticas intempéries da Guerra d
2 min de leitura


Clarice Lispector: quando o silêncio por fora esconde um mundo por dentro
Neste 9 de dezembro, lembramos que há 48 anos o Brasil se despedia de Clarice Lispector (1920–1977), uma mulher que não apenas escreveu livros, mas mudou a forma como sentimos a língua portuguesa. Clarice é uma daquelas autoras que provocam, ao mesmo tempo, encantamento e medo. Já escutei de muita gente: “Tenho medo de ler Clarice. Dizem que é difícil, que não dá para entender.” Se você já sentiu isso, tenha calma. O segredo de Clarice não é “entender” com a cabeça. É sentir.
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A DEZEMBRADA
Batalha do Avaí – Pintura histórica de Pedro Américo ( 1872 - 1877) Era um domingo, 6 de dezembro de 1868. O calor era sufocante e o terreno, traiçoeiro. Se olharmos para trás, para os anais do nosso Império, veremos que foi exatamente nesse dia que a Guerra do Paraguai começou a escrever sua página final. Foi o dia em que o marquês de Caxias, num ato de suprema ousadia militar, deu início ao que, mais tarde, chamaríamos de “Dezembrada”. Até aquele momento, a guerra se arrast
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A incrível sensação de reler um livro e fazer novas descobertas
Por Anapuena Havena Sempre me pego voltando a algumas leituras, revisitando certos livros e, por incrível que pareça, sou tocada de maneira diferente a cada retorno. Os livros chegam à nossa vida em diferentes momentos: quando estamos na escola, na juventude, em momentos de descoberta ou de dor, e é natural associarmos cada leitura a uma época da nossa vida. Porém, com o passar do tempo, quando abrimos o livro novamente, parece que aquela mesma obra mudou. Detalhes que antes
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Dona Leopoldina, uma mulher extraordinária
Por Anapuena Havena Dona Leopoldina nasceu em Viena, em 1797. Filha do imperador Francisco I da Áustria, a arquiduquesa foi esposa de d. Pedro I e primeira imperatriz do Brasil. Recebeu uma educação primorosa na corte vienense; tinha inclinação para a botânica e mineralogia, falava diversas línguas e compreendia assuntos políticos. Mas foi no Brasil que a jovem arquiduquesa encontrou o seu príncipe: sua mão foi dada em casamento a d. Pedro, príncipe herdeiro do trono portuguê
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Dom Pedro II — O Imperador que Amava os Livros
Dom Pedro II nasceu em 2 de dezembro de 1825, no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Filho de Dom Pedro I e da Imperatriz Leopoldina, cresceu não apenas sob o peso da coroa, mas, sobretudo, sob o peso dos livros. Registros biográficos indicam que, ainda jovem, declarava o desejo de dedicar sua vida à cultura e às ciências. Sua infância e adolescência foram marcadas pela solidão, pelo estudo rigoroso e pela preparação para governar um país enorme e instável. Enquanto
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O Conhecimento Liberta
Por Anapuena Havena Quando falamos em resistência na história do Brasil, um nome se sobressai: Luiz Gonzaga Pinto da Gama . Como historiadora, gosto da ideia de termos bons nomes nos quais podemos nos inspirar, e Luiz Gama é um brasileiro que nos enche de orgulho. Nascido em Salvador, na Bahia, em 1830, Luiz Gama era filho de uma mulher negra livre e de pai português. Conheceu cedo o peso da injustiça: aos dez anos, foi vendido ilegalmente pelo próprio pai, que estava endivi
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O que é ser Acadêmico Imortal ?
Texto de Rosildo Barcellos. "Quando estou na cidade tenho a impressão que estou na sala de visita com seus lustres de cristais, seus tapetes de viludos, almofadas de cetim. E quando estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo." Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus O Brasil conta atualmente, com três mulheres governadoras, todas elas no Nordeste. São elas, Fátima Bezerra (RN), Regina Sousa (PI) e, no último sáb
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Poema: Lembranças
Recolho-me em intensa solidão Avessa às lascivas paixões frustrantes Catártica com as lembranças do seu olhar Efemeridade de um amor extasiante Num sofrimento agonizante em meu âmago Excitação profunda aflige minha alma Imensidão de amor num triste coração Saudade intensa sua ausência me causa Amor do meu viver, alvo dos meus anseios Apressa-te nesta desventurada vida Minha carne delicada pela dor é consumida De sinuosos sentimentos recordáveis A miragem de sua indefec
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Poema: Narrativa
Era apenas uma brisa noturna sussurro inaudível de um moribundo Insipiente, despido de emoção Inábil a acender a chama da paixão Eis que a brisa se fez vendaval O moribundo gritou a plenos pulmões A emoção inundou-me a alma A paixão me consumiu em labaredas Chegou como ondas do mar Lambendo a areia da praia Dando vida ao sentimento que jazia insepulto E o amor se fez da forma mais insidiosa Klezer Paiva é Acadêmico Fundador ABHL. Ocupa a cadeira de número 04, tendo como patr
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